ISSN 2359-5191

13/12/2013 - Ano: 46 - Edição Nº: 118 - Ciência e Tecnologia - Faculdade de Odontologia
Alunos da FO criam aplicativo para pacientes com condições sistêmicas específicas
O site e o aplicativo em desenvolvimento serão uma forma rápida e fácil de consulta sobre as necessidades especiais de cada paciente (Imagem: divulgação)

Dois alunos de pós-graduação da Faculdade de Odontologia estão desenvolvendo um aplicativo móvel para servir de fonte de informação sobre manifestações e cuidados bucais em pacientes que tenham necessidades especiais. Amparados por uma equipe de professores e técnicos, a intenção dos pós-graduandos com a plataforma é facilitar a informação de profissionais e pacientes que não conheçam as particularidades que exigem determinadas doenças.

O trabalho, ainda em andamento, surgiu na disciplina de Teleodontologia, cursada ao longo do doutorado, e foi sendo tocado juntamente ao Núcleo de Teleodontologia como um projeto paralelo às teses finais, fazendo parte dos projetos desenvolvidos pelo Núcleo de Teleodontologia FOUSP junto à OPAS/Ministério da Saúde. Rafael Celestino de Souza e Levy Anderson C Alves, responsáveis pela ideia, explicam que a intenção é utilizar as tecnologias de comunicação e inovação para suprir uma lacuna do mercado. Apesar de já existirem inúmeros aplicativos na área de saúde, os pesquisadores inovaram ao criar algo no ramo odontológico voltado especificamente a pessoas que possuam doenças sistêmicas ou alterações genéticas e físicas. “A ideia é a criação de um aplicativo em que se possa consultar sobre as principais manifestações bucais em pessoas com essas necessidades especiais e, a partir daí, procurar um serviço odontológico”, conta Souza. É um relatório que serve como um guia para ajudar aqueles que não têm acesso tão fácil a grandes bibliotecas ou computadores, ou mesmo pacientes que estejam em locais onde não há informação ou atendimento especializado para sua necessidade.

Alves complementa que o objetivo do app é facilitar o trabalho do profissional, já que é uma ferramenta rápida, e contribuir para que o paciente saiba quais são os cuidados que precisa ter frente a seu quadro sistêmico. Assim, essa consulta serve também para que muitos pacientes se tranquilizem, porque algumas manifestações são inerentes à sua condição. “O que vamos disponibilizar não é o “como tratar”, mas sim, os cuidados que são necessários com determinado paciente”, diz.  É conscientizar sobre o que é e o que não é normal acontecer na boca de um paciente nefropata, por exemplo, para que ele possa ser corretamente encaminhado para um profissional específico.

Os pesquisadores explicam que o passo inicial do projeto foi a construção de um site, já disponível, com algumas informações sobre as especificidades de doenças e suas precauções. Este site possui duas vertentes, uma para o paciente, e outra, para o profissional, e está dividido por patologias. Alguém que seja cardiopata tem toda a descrição do que é a cardiopatia, o que pode acontecer em relação à sua saúde bucal, o que pode vir a ter de problema, quais são os cuidados necessários, entre outras possibilidades.

A próxima etapa é refinar esse conteúdo para o aplicativo. Como há um grande volume de informações, é mais fácil começar disponibilizando conteúdo para o site e depois direcionar para o app, onde o espaço é menor. Alves e Souza acreditam que esse serviço proporciona uma confiança dos dois lados, já que os conteúdos para ambos os grupos são produzidos a partir da mesma fonte.

Atualmente, a equipe do projeto é formada por cinco cirurgiões dentistas – sendo um especialista em Odontologia para Pacientes Especiais e dois em Teleodontologia (doutoras Ana Lídia Ciamponi, Ana Estela Haddad e Mary Caroline Skelton Macedo), e os dois alunos de doutorado em Odontopediatria, que se relacionarão com o centro de tecnologia e o setor técnico do departamento. Em dado momento, serão convidados profissionais que sejam referência no assunto para contribuir com a alimentação do aplicativo, que é baseada em referenciais teóricos publicados. O conteúdo é composto pela compilação de informações existentes em várias bases de dados, como o PubMed por exemplo, que são resumidas e traduzidas para uma linguagem mais voltada para os públicos-alvo e inseridas na plataforma. A inserção de conteúdo começou com uma grande gama de doenças sistêmicas, mais comuns, mas ainda não foram contempladas as alterações genéticas e físicas, um segundo plano. A cada atualização será contemplado um maior número de doenças, e o público e o próprio cirurgião dentista poderão apontar suas maiores dificuldades e dúvidas como sugestão de pauta.

Segundo Alves e Souza, a disponibilização do app nas lojas virtuais deve acontecer até o meio do próximo ano. Enquanto isso, parte do conteúdo pode ser acessada no site do projeto.

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