ISSN 2359-5191

12/12/2014 - Ano: 47 - Edição Nº: 100 - Ciência e Tecnologia - Instituto de Matemática e Estatística
Pesquisador da USP cria sistema que permite transformar qualquer superfície em um “tablet”
Alexandre Martins parece fazer mágica com apenas tampas de canetinhas coloridas
Com apenas tampinhas de canetas coloridas, é possível fazer música

Alexandre Martins, mestrando do Instituto de Matemática e Estatística da USP, criou um sistema que parece fazer mágica: com pouquissímos materiais, qualquer parede ou mesa se torna uma “tela” sensível ao toque. Nomeado de Tangible Beats, o projeto também permite a criação de música utilizando apenas tampas de canetinhas coloridas.

Em resumo, o Tangible Beats é uma instalação interativa e colaborativa que possibilita a criação de ritmos musicais, em tempo real, por meio da manipulação de peças coloridas numa mesa. Junto com o professor Carlos Hitoshi, Martins criou uma maneira lúdica para que usuários de todas as idades criem, intuitivamente, seus próprios padrões musicais.

“Normalmente a gente pensa em interagir usando dispositivos como mouse, teclado ou telas touch”, afirma Alexandre. É aí que seu mestrado entra: “como que seria a interação com os computadores se eles estivessem permeados, espalhados pelo ambiente?”, questiona o rapaz.

O design do projeto foi inspirado no conceito da caixa de música. Com o uso da tecnologia, eles podem estender o conceito. “Projetamos um tabuleiro numa mesa. Em cada casa do tabuleiro, o usuário pode colocar uma peça colorida, de modo a codificar uma música. Temos, assim, uma representação visual e tátil que é fácil de entender e de manipular”, diz Alexandre. Os artefatos coloridos são tampas de canetinhas, daquelas que você usa para escrever em CDs e DVDs. Cores diferentes são mapeadas para instrumentos diferentes, e a posição das tampas determina sons mais graves ou mais agudos, bem como a localização deles no tempo. Uma linha de escaneamento percorre o tabuleiro, de modo a tocar a música nele codificada. O mesmo sistema é usado para projetar um mapa em qualquer superfície plana e torná-lo sensível ao toque.

O próximo (e último) passo da pesquisa de mestrado é explorar como podemos usar as canetinhas como dispositivo de interação 3D em ambientes de realidade virtual. Para isso, eles estão concebendo uma "varinha mágica": uma canetinha vai ganhar funcionalidades que vão muito além da escrita.

 

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