ISSN 2359-5191

20/01/2015 - Ano: 48 - Edição Nº: 02 - Educação - Instituto de Biociências
Opinião dos estudantes potencializa o ensino da natureza da ciência
Pesquisa detecta questões que podem melhor redirecionar método de docentes
Segundo opinião dos alunos, a ciência é influenciada pelo meio cultural. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Para melhor compreender o que os alunos do Instituto de Biociências (IB) pensavam em relação ao estudo da natureza da ciência (NdC), o mestrando João Paulo Durbano desenvolveu questionários para coletar as concepções dos estudantes. Os resultados levaram a uma nova abordagem em sala de aula baseada em problemas, transposições didáticas e utilização de experimentos históricos.

Os pontos analisados partiram de como os alunos veem a construção do conhecimento científico, desde a necessidade da criatividade e imaginação, se este pode ser determinado pela cultura, se é provisório e até a diferenciação entre o que é lei e o que é teoria. Setenta e seis porcento dos alunos consideraram necessário o conhecimento das questões que envolvem a biologia. Dessa quantia, a maioria as considera importantes para estar atualizado e compreender melhor a ciência. Em relação à criatividade, no início os estudantes consideraram que ela é indispensável para a elaboração de teorias e leis. Ao final da pesquisa, a opinião da maior parte deles mudou e pendeu apenas para a interpretação de dados. Ainda, segundo a opinião dos discentes, a ciência é influenciada pelo meio cultural e esta questão deve ser levada em conta.

Uma das principais preocupações durante a aplicação de dois tipos diferentes de testes foi levar em conta as influências que cada estudante podia receber do seu meio sociocultural. Além disso, o distanciamento do pesquisador fez-se fundamental para uma análise o mais imparcial possível dos resultados obtidos. Dentro disso, foi possível notar alteração nas concepções dos alunos ao longo dos dois semestres. “Tais mudanças nos parecem no mínimo interessantes, especialmente pelo fato de os questionários não terem sido objeto de discussão nas disciplinas do curso, de modo a excluir tendências nas respostas dos alunos induzidas pelos professores”, ressalta Durbano.

Segundo ele, a partir disso, além de coletar dados para uma avaliação do ensino de NdC, também será possível detectar carências e potencialidades não só no curso de ciências biológicas da USP, mas em outros cursos. “Se o objetivo da formação de professores de ciências é preparar os professores para ensinar para a alfabetização científica, a instrução sobre a NdC deve ser uma parte integrante da formação”, afirma Durbano. Os estudos têm levado a uma grande abordagem de métodos e materiais, como debates, leituras, vídeos e até utilização de controvérsias de filósofos, sociólogos e historiadores da ciência e estudos de casos históricos.


Clique aqui e confira na íntegra o levantamento das respostas de alunos e docentes

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