ISSN 2359-5191

13/04/2015 - Ano: 48 - Edição Nº: 19 - Saúde - Departamento de Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Exercício físico auxilia no controle da asma em pacientes obesos
Atividade física é benéfica para asmáticos obesos

A asma associada à obesidade é uma condição grave e que tem crescido na população, em especial nas últimas décadas. Tal gravidade está no fato de que os sintomas da asma se mostram mais intensos em pacientes obesos e, portanto, seu tratamento com as terapias medicamentosas tradicionais (uso de broncodilatadores e anti-inflamatórios) é mais difícil. Por isso, a especialista em fisioterapia respiratória e doutoranda da Faculdade de Medicina da USP, Patrícia Duarte, decidiu pesquisar qual seria o papel da perda de peso através do exercício físico no controle da asma e qualidade de vida de asmáticos obesos.

“Existem muito poucos estudos que avaliaram o efeito da perda de peso (através de terapias não medicamentosas) no controle clínico de asmáticos obesos e a maioria deles não incluíram exercícios físicos no programa de intervenção.” afirma Patrícia. Para ela, os efeitos  anti-inflamatórios e imunoreguladores do exercício físico e perda de peso que ele proporciona podem contribuir na melhora da condição dos pacientes asmáticos obesos.

Além disso, segundo a pesquisadora, existe um motivo pelo qual os poucos programas de perda de peso excluem o exercício físico — mantendo apenas o suporte nutricional e psicológico. Historicamente, acredita-se que ele pode desencadear, em pacientes asmáticos, o broncoespamo induzido pelo exercício (BIE), condição caracterizada pelo estreitamento transitório das vias aéreas.

A pesquisa de Patrícia, no entanto, busca provar justamente o contrário: o exercício físico pode ter um papel positivo na perda de peso e controle de asma de pacientes asmáticos obesos.

Para comprovar sua tese, pacientes com asma associada à obesidade foram aleatoriamente divididos em dois grupos: enquanto um foi submetido ao programa de perda de peso usual, que inclui apenas o acompanhamento nutricional e psicológico, o outro foi submetido a esse programa com a inclusão do condicionamento físico.

Ao final, observou-se que apenas o grupo de pacientes que fizeram exercício perdeu mais de 7% do peso corporal e tiveram uma melhora maior no controle da asma e qualidade de vida — apresentando redução de ansiedade, depressão e melhora de sono.

Portanto, a inclusão do exercício em programas de perda de peso provou-se eficaz, proporcionando maior emagrecimento e melhor controle da asma de pacientes obesos e asmáticos.

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