ISSN 2359-5191

30/04/2015 - Ano: 48 - Edição Nº: 29 - Saúde - Escola de Artes, Ciências e Humanidades
Protótipo desenvolvido na USP auxilia no diagnóstico de insuficiência cardíaca
Sistema reconhece imagens 3D semelhantes e tem precisão de mais de 75%
Imagem do protótipo | Fonte: Leila Bergamasco

As dúvidas quanto ao diagnóstico de doenças cardíacas podem estar com os dias contados. Protótipo desenvolvido por aluna da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP é capaz de comparar exames de pacientes, a partir de um banco de dados 3D, identificando corações com insuficiência cardíaca congestiva (ICC). O sistema tem precisão de mais de 75% e realiza uma busca por modelos 3D semelhantes, facilitando o diagnóstico de ICC.

A doença causa deformação no ventrículo esquerdo do coração, dificultando o bombeamento de sangue para o resto do corpo. O protótipo está baseado em identificar essa deformação a partir de extratores: sistemas responsáveis por extrair características quantitativas do órgão, medindo, por exemplo, a distância de certo ponto até a superfície.

Segundo Leila Cristina Carneiro Bergamasco, autora da dissertação de mestrado, o software em desenvolvimento será capaz não só de auxiliar e agilizar a identificação de ICC, como servir de suporte para os alunos de medicina detectarem e caracterizarem a doença. Bergamasco ressalta, ainda, a importância social do sistema: “É possível torná-lo disponível para uma grande quantidade de médicos, na tentativa de democratizar o diagnóstico precoce da doença”.

Imagem do ventrículo esquerda do coração | Fonte: Leila Bergamasco

Além do protótipo de busca, a pesquisa envolveu a criação, a partir de imagens 2D de ressonância magnética, de um banco de dados 3D onde as informações pudessem ser localizadas. O estudo, interdisciplinar, contou com o apoio do professor Richard Haiti Cabral, da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e do professor Carlos Eduardo Rochitte, chefe do Departamendo de Ressoância Magnética do Instituto do Coração (InCor), que cedeu as imagens 2D.

Vantagens

De acordo com a aluna, a vantagem dos modelos 3D para as imagens 2D é a precisão e detecção de detalhes que as imagens planas, muitas vezes, não deixam à mostra. Além disso, o tridimensional “resume” o bidimensional, transformando mais de 40 imagens em uma única.

Bergamasco destaca a relevância para a área computacional da busca de imagens tridimensionais. “O protótipo é uma inovação, já que a recuperação de imagens 2D é o mais explorado. A literatura 3D é muito recente, contabiliza informações apenas a partir de 2005.”

A pesquisa teve orientação da professora Fátima de Lourdes dos Santos Nunes Marques, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) de março de 2011 a julho de 2013, ano da defesa da dissertação.

Formada em Sistemas de Informação (SI) pela EACH, Leila Bergamasco está aprimorando, no projeto de doutorado pela Escola Politécnica (Poli) da USP, o software de reconhecimento de imagens 3D. A intenção é que, a partir do banco de dados, ele seja capaz de indicar a doença que o coração possui.

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