ISSN 2359-5191

14/05/2008 - Ano: 41 - Edição Nº: 36 - Saúde - Hospital das Clínicas
ProMulher desenvolve estudo sobre depressão e menopausa
Programa do Instituto de Psiquiatria procura mulheres para tratamento e estudo clínico

São Paulo (AUN - USP) - Mulheres de 50 a 65 anos que deixaram de menstruar há pelo menos dois anos e apresentam depressão, de leve a moderada, podem participar de projeto de tratamento e estudo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. A iniciativa do ProMulher (Programa de Saúde Mental da Mulher) quer analisar as características que definem um bom tratamento e o perfil da paciente.

"Mesmo com estudos muito bons na área, a depressão na menopausa ainda é uma questão controversa e as conclusões ainda não são definitivas", é o que diz o coordenador geral do Projeto de Atenção à Saúde Mental da Mulher, Joel Rennó. Sabe-se que o hormônio estrógeno, em modelos experimentais, atua no sistema nervoso central como um antidepressivo. Na menopausa, como caem os níveis de estrógeno, ocorrem as oscilações físicas e emocionais que podem levar a depressão. "Então, por meio de um estudo clínico, podemos pensar que a reposição de estrógeno ajudaria essa mulher, mas isso não acontece em todos os casos", diz Rennó.

Encontrar as razões que fazem uma mulher responder bem à terapia hormonal, e outra não, é o objetivo do projeto. Escolheram mulheres dentro dessa faixa etária para que definitivamente estejam na menopausa. De acordo com o coordenador do ProMulher, por volta dos 47 anos ela passa por um período caracterizado por alterações de ordem física e emocional, a perimenopausa, mas a menopausa ainda não é diagnosticada.

O estudo também tomará por base as queixas mais recorrentes nesse período. Vai analisar as situações externas que deixam essas mulheres mais suscetíveis a apresentarem um quadro depressivo (como mudanças em sua vida sexual, financeira, uma aposentadoria ou desemprego, a saída dos filhos de casa) e as características psicológicas e emocionais comuns (ansiedade, irritabilidade, desânimo, perda de memória). São mulheres que não se prepararam psicologicamente para essa fase e muitas vezes nem para o envelhecimento.

A mulher que se inscreve deve saber que participará de uma pesquisa e não pode fazer uso de medicamento antidepressivo, fazer reposição hormonal, nem apresentar outros transtornos psíquicos ou problemas neurológicos. Se durante a avaliação, ela não se enquadrar nos critérios do estudo e necessitar de cuidados específicos, ela será encaminhada para o HC, em São Paulo. Quem tiver interesse deve ir ao ambulatório do ProMulher-IPq às segundas-feiras das 14h às 17h, ou pelo e-mail leiliane.tamashiro@hotmail.com. O IPq fica na Rua Ovídio Pires de Campos, dentro do Hospital das Clínicas.

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