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24/07/2008 - Ano: 41 - Edição Nº: 78 - Educação - Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas
Bacharelado em Astronomia é novo curso da USP e terá vagas abertas para o vestibular 2009

São Paulo (AUN - USP) - A USP abriu um novo curso de graduação que já terá vagas abertas para o vestibular de 2009: o Bacharelado em Astronomia. O curso, de duração de quatro anos, terá 15 vagas e uma grade curricular flexível e multidisciplinar.

Até agora, para se estudar Astronomia na USP, o aluno deveria prestar Física e optar pelo estudo dos astros como vertente do curso. O Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, que até hoje se dedicava exclusivamente à pós-graduação, passou a sentir necessidade de formar bacharéis com habilidades mais específicas e direcionadas.

Percebeu-se que faltavam profissionais com algumas competências que os projetos da pós-graduação demandavam, como o conhecimento instrumental. Assim, surgiu a idéia de se criar um curso do próprio departamento para suprir essas necessidades de formação e para ser possível dar continuidade a projetos da pós com pessoas vindas da Astronomia e não deslocadas de outras áreas.

A grade curricular do novo curso é flexível, possibilita que o aluno siga pela vertente que mais lhe interesse dentre: pesquisa científica, instrumentação, ciências e técnicas espaciais, informática e difusão científica. Cada estudante será orientado por um conselheiro acadêmico (ou tutor), um professor que o ajudará a descobrir suas áreas de interesse e de vocação e a escolher as disciplinas que melhor componham seu projeto de curso.

Muitos vêem a área com um olhar romantizado, no entanto, um astrônomo não fica apenas olhando estrelas e galáxias – ele possui uma forte formação em Matemática e Física, direcionada para aplicação na Astronomia Moderna.

Além de poder seguir uma pós-graduação (que se acredita ser o que mais absorve os profissionais formados), os profissionais em Astronomia podem atuar, por exemplo, em observatórios astronômicos, institutos de pesquisa, empresas de tecnologia avançada, órgão governamentais, museus e planetários. O número de vagas já foi proposto levando-se em conta a capacidade de absorção do atual mercado de trabalho.

O curso foi montado de modo a utilizar a estrutura já existente na universidade – tanto no IAG como em outras unidades. Muitas das disciplinas serão ministradas na Física e na Poli, não havendo necessidade de se comprar novos equipamento ou abrir novas classes. Por enquanto, o IAG não abrirá concurso para a contratação de professores, pois os atuais suprem a necessidade do bacharelado.

O novo curso, recém aprovado pelo Conselho Universitário (Co), será o segundo de graduação em Astronomia no país. O único, por enquanto, é o de Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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