São Paulo (AUN - USP) - No próximo dia 8 de abril, terça feira, o Museu de Arte Contemporânea (MAC) vai comemorar 40 anos de idade. O dia reserva manifestações artísticas e o lançamento da exposição Interfaces Contemporâneas. Uma seção solene também ocorrerá no Conselho Universitário, que tem como destaque uma série de homenagens, discursos e lançamentos de projetos.
Às 18h30 estão previstas, em frente ao MAC, algumas manifestações artísticas abertas ao público. Em seguida, às 18h45, terá início a sessão solene no Conselho Universitário em homenagem ao aniversário do museu. A sessão vai contar com homenagens aos ex-diretores do MAC e de pessoas ligadas à formação do museu, como os doadores das obras de arte pertencentes ao acervo do museu. A diretora do MAC, Elza Ajzemberg, fará um discurso sobre o aniversário e serão lançados, dentre outros projetos, o MAC Virtual (projeto que pretende criar um acervo virtual do museu), o documentário sobre os 40 anos do MAC feito pela TV USP e um vídeo institucional do museu. Em seguida, os convidados e o público em geral vão assistir à abertura da exposição Interfaces Contemporâneas, que começa no dia 8 de abril e termina no dia 8 de junho deste ano.
As comemorações começam oficialmente no dia 8, mas desde o começo do ano elas estão permeando as exposições do MAC. Um exemplo disso é a exposição recém terminada Dom Quixote – Portinari, que foi uma junção das comemorações do Centenário de Nascimento de Cândido Portinari e do aniversário do MAC. O selo dos 40 anos do MAC deve permear todos os projetos e exposições desse ano, que vão rediscutir a forma de pensar o museu da atualidade. “Queremos valorizar cada vez mais a idéia de museu-fórum” diz Elza.
Dentre os inúmeros projetos que refletem esse conceito, destaca-se a criação de um espaço para encontros com diversos segmentos da sociedade que mantêm contato com o museu. Esses encontros seriam subdivididos em grupos para a imprensa, para artistas e para o público em geral. Este último será na forma de seminários e workshops com a participação de pessoas ligadas ao universo do museu (artistas plásticos, museólogos, críticos de arte). A professora Elza destaca os encontros com a imprensa como fundamental para fomentar o debate sobre o espaço dos museus. “O MAC é um museu que sofre muito com a falta de espaço, nós temos um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do hemisfério sul – cerca de oito mil peças – e conseguimos expor somente 3% disso”, diz ela. Outro projeto interessante a ser implementado melhor esse ano é o da Arte-Educação. Esse projeto consistiria em criar ateliês, visitas orientadas para grupos escolares e programas específicos para um público diferenciado, como a terceira idade, deficientes físicos e mentais e crianças em idade pré-escolar.
O MAC deseja também ampliar o contato com as demais unidades da USP durante este ano. Um exemplo do que vem sendo feito nesse sentido, é a parceria com a Faculdade de Educação com relação à exposição Dom Quixote – Portinari: enquanto os alunos viam os desenhos de Portinari no museu, eles liam, escutavam e desenhavam a obra de Cervantes na Escola de Aplicação.
As exposições previstas incluem Interfaces Contemporâneas, Nave dos Insensatos, Marcantonio – Passaporte Contemporâneo (homenagem a um grande doador de peças contemporâneas para o museu, Marcantonio Vilaça) e algumas exposições internacionais como Traços da Razão (Chile) e as mostras de fotografias To see in the dark, de Benedetta Bonishi (Itália) e O rio amarelo de boa vontade corre para o mundo, de Tsai Rong Fong (Taiwan). Essas exposições, de maneira genérica, tentam discutir o contemporâneo da arte com os artistas e principalmente com o público, temática principal do MAC.