São Paulo (AUN - USP) - Em 2013, os Museus de Arqueologia e Etnologia (MAE) e de Zoologia (MZ), ambos da Universidade de São Paulo (USP), terão nova sede dentro da Cidade Universitária, próxima à Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). O projeto é do renomado arquiteto e urbanista Paulo Mendes da Rocha, criado em 2000 e arquivado na época por falta de verba. Porém, as obras foram iniciadas no ano passado, quando a Reitoria se dispôs a custear o projeto em conjunto com a Empreiteira Brookfield, responsável pela construção da estrutura física do prédio destinado ao MAE devido a um processo.
No ano de 2009, a empresa de engenharia construiu um prédio na avenida Brigadeiro Faria Lima sem a avaliação prévia do terreno inteiro, apenas da porção em que já havia uma casa construída. Não identificaram no subsolo, portanto, um sítio arqueológico riquíssimo que foi parcialmente perdido durante a construção. O Ministério Público Federal foi acionado e a empresa deveria pagar uma alta indenização pelo erro irreversível. Mas graças a um acordo estabelecido pelo Termo de Ajuste de Conduta (TAC), a verba foi direcionada para a construção de uma nova sede para o Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. Aproveitando a ocasião, a Reitoria decidiu utilizar o projeto Parque dos Museus, de Paulo Mendes da Rocha, que abarcava também o Museu de Zoologia, sitiado hoje na região do Ipiranga.
O projeto será possível graças à divisão, mesmo que desigual, do custo (a Reitoria ficará com a maior parte). “Um acordo tem que agradar as duas partes, e esse realmente agradou: nós e o Museu de Zoologia ganharemos uma nova sede, e a Brookfield terá seu nome associado a um projeto arquitetônico do Paulo Mendes para Museus da USP”, diz a diretora do Museu de Arqueologia e Etnologia, Maria Beatriz Borba Florenzano.
A nova sede contará com 60 mil metros quadrados divididos nas seguintes estruturas: um auditório para eventos e exposições de ambos os Museus, dois prédios destinados aos acervos e uma passarela suspensa que liga as três edificações. A nova disposição dos materiais arquivados dos Museus os tornará mais acessíveis para a comunidade científica, servindo de estímulo para os grupos de pesquisa.
A falta de espaço das instituições e a distância entre o Museu de Zoologia e a Cidade Universitária, onde se concentra a maior parte da produção científica da USP, serão corrigidas, portanto, com o novo projeto. Além disso, espera-se que a nova sede sirva de estímulo para os alunos e toda a comunidade da universidade, que poderão encontrar de forma mais organizada, integrada e atraente, as riquezas que os Museus oferecem em exposições, cursos e outras atividades.