ISSN 2359-5191

12/07/2011 - Ano: 44 - Edição Nº: 67 - Meio Ambiente - Instituto de Pesquisas Energéticas
Ipen busca medir concentração de compostos orgânicos em corpos d’água de São Paulo
Estudos são feitos no rio Paraíba do Sul, na represa Guarapiranga e no Parque do Pedroso

São Paulo (AUN - USP) - Pesquisa do Centro de Química e Meio Ambiente (CQMA) do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) busca caracterizar e quantificar os disruptores endócrinos presentes nas águas do rio Paraíba do Sul, na represa Guarapiranga e no Parque do Pedroso, em Santo André. “Por enquanto foram observadas concentrações extremamente baixas, inferiores ao estabelecido pelos parâmetros internacionais, mas já se pensa em incrementar o processo de tratamento para eliminar esses compostos”, afirma Elaine Arantes Jardim Martins, pesquisadora do Instituto. Segundo ela, as metodologias de estudo foram desenvolvidas no próprio Ipen.

Os disruptores endócrinos orgânicos podem ser hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs), hormônios, fármacos, esteróides, derivados do colesterol ou produtos industriais. Eles são difíceis de eliminar no processo convencional de tratamento da água.

Os trabalhos coletam amostras da superfície, do meio e do fundo dos corpos d’água. As amostras são concentradas em mil vez para poderem ser melhor observadas. “Por meio do processo de extração e eluição podemos concentrar um litro de amostra em um mililitro. Depois a analisamos em um cromatógrafo gasoso acoplado a espectrômetro de massas, um equipamento que quantifica e especifica qual composto está sendo analisado”, afirma Elaine. Ainda pode ser feita uma análise utilizando a técnica de cromatografia líquida de alta precisão, que quantifica outros compostos presentes na amostra. Os dados são utilizados para monitorar as regiões.

Os estudos no Parque do Pedroso foram iniciados há quatro anos, enquanto os estudos no rio Paraíba do Sul começaram há três anos. Neste último, são avaliados recursos hídricos em quatro cidades: São José dos Campos, Taubaté, Guararema e Pindamonhangaba. Os projetos são realizados em parceria com a Semasa e a Sabesp, respectivamente. Na represa Guarapiranga o projeto, iniciado em 2011 é coordenado pelo Instituto de Botânica do estado de São Paulo em parceria com o Ipen e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Segundo Elaine, no Parque do Pedroso, responsável por suprir 7% da água utilizada em Santo André, as análises ajudam a avaliar o impacto do Rodoanel na região. “Temos dados de antes e depois da construção do Rodoanel. Verificamos que, após a obra, o sedimento apresentou maiores concentrações dos compostos avaliados, mas nada preocupante por enquanto”, explica.

Na represa de Guarapiranga os estudos são recentes. “É preciso fazer uma avaliação sistemática para confirmar a qualidade da água em relação a esses poluentes”, aponta Elaine.

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