ISSN 2359-5191

12/06/2012 - Ano: 45 - Edição Nº: 41 - Ciência e Tecnologia - Instituto de Pesquisas Energéticas
Reator nuclear de pesquisa em São Paulo completa 55 anos de funcionamento
Fundado na década de 1950, IEA-R1, do Ipen, inaugurou as pesquisas em energia atômica no Brasil

São Paulo (AUN - USP) - No próximo mês de setembro, o reator nuclear que inaugurou as pesquisas com energia nuclear no Brasil completará 55 anos. Trata-se do IEA-R1, que foi construído em 1957 pelo Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares) e que, desde então, permanece como um dos equipamentos mais importantes da América Latina em seu segmento de estudo.

De acordo com Walter Ricci, chefe de operações do IEA-R1, “o reator é diferenciado por diversas razões”, seja porque “está aberto à visitação do público”, seja porque é “o único no Brasil que produz radiofármacos”, substâncias emissoras de radiação utilizadas na medicina para radioterapia e para exames de diagnóstico por imagem.

O IEA-R1 consegue gerar até cinco megawatts de potência, o que, nos cálculos de Ricci, “seria o suficiente para suprir a demanda energética de um bairro do tamanho da Cidade Universitária”, sede da USP. Como parte das celebrações, o Ipen planeja otimizar sua eficiência e “elevar sua produtividade” até o fim do ano.

Essa marca máxima já foi atingida no início de abril e foi mantida até o final daquele mês. Contudo, uma nota do Ipen explica que “alguns projetos de pesquisa e produção não foram concluídos a tempo”, o que obrigou a direção do instituto a “adiar a operação para que aspectos de segurança, produção e pesquisa fossem reavaliados”.

Operar sem uma “demanda preparada”, isto é, sem o fim dos estudos que requerem o uso do reator, também ocasionaria despesas desnecessárias. O combustível nuclear possui um custo elevado, o que gerou “razões econômicas” para o adiamento da elevação de sua produtividade.

Em seus primórdios, o IEA-R1 operava por oito horas diárias ao longo de cinco dias da semana. Em 2010, contudo, passou a funcionar por 64 horas semanais, o equivalente a quase 13 horas diárias de operação.

A responsável pela construção do equipamento foi a companhia norte-americana Babcock & Wilcox, que, na década de 1950, prometeu oferecer seus serviços para o país que conseguisse oferecer a infra-estrutura básica para a obra mais rapidamente. Segundo Ricci, o Brasil acabou sendo vencedor “porque cumpriu as condições em tempo recorde”.

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