ISSN 2359-5191

21/10/2015 - Ano: 48 - Edição Nº: 99 - Meio Ambiente - Instituto de Geociências
Sistema de informações geográficas registra áreas de contaminação aquífera em Jurubatuba, São Paulo
Pesquisa tem como objetivo integrar informações criando panorama da contaminação local
Mapa mostra contaminação aquífera em Jurubatuba

Diante da falta de concentração dos estudos sobre a antiga região industrial ZUPI 131 em Jurubatuba, o pesquisador Marcos Barbosa desenvolveu um sistema de informações geográficas para entender o problema da contaminação de aquíferos na região. A pesquisa faz parte do projeto GESOL, coordenado pelos professores Reginaldo Bertolo e Ricardo Hirata, que estuda o fluxo e o comportamento dos contaminantes, no caso os solventes organoclorados - base de cloro - para entender qual o comportamento desses compostos em aquíferos fraturados.

Dentro do projeto, o foco do pesquisador em sua dissertação de mestrado no Instituto de Geociências foi entender a contaminação regional na água subterrânea. A principal unidade hidrogeológica estudada foi o aquífero poroso, que funciona como uma caixa de área onde a água se move  pelos poros, conhecido como fluxo intergranular.

O sistema de informações geográficas começou a ser desenvolvido através da escolha de um modelo de banco de dados para hidrogeologia já existente, o Arc Hydro Ground water. Depois das adequações necessárias, o pesquisador adicionou os dados levantados nos processos de gerenciamento de áreas contaminadas. A ideia é que esse seja um piloto para ser utilizado pela CETESB, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, órgão responsável pelo controle, fiscalização, monitoramento e licenciamento de atividades geradoras de poluição. Atualmente o processo de gerenciamento de áreas contaminadas no Estado de São Paulo é individualizados, o que faz com que a integração de dados entre diferentes áreas seja muito trabalhosa e, muitas vezes, incompatível.  “Desse modo é difícil ter uma visão mais ampla do problema, porque as informações não se cruzam”, afirma o pesquisador.

Área contaminada

A região do Jurubatuba foi escolhida por ter um histórico de estudos ambientais longos desde 2001. Além disso, a discussão sobre o recurso hídrico da região é importante, uma vez que já há restrição do uso da água subterrânea local por causa da contaminação gerada pelas indústrias nos poços profundos. Para lidar com este problema, o Departamento de Águas e Energia Elétrica - DAEE contratou em 2008 um grande estudo para mapear a contaminação do aquífero cristalino e estabelecer níveis de restrição.

Apresentado no Congresso Internacional da Associação dos Hidrogeólogos em Roma em setembro deste ano, o sistema, se adotado pelo órgão estadual, poderá contribuir para o processo de gerenciamento de áreas contaminadas de maneira mais efetiva, não só nessa região, mas em todo o Estado de São Paulo.

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