ISSN 2359-5191

12/03/2008 - Ano: 41 - Edição Nº: 01 - Educação - Faculdade de Educação
A memória que vem da música
Começa hoje o Curso de Difusão “Música e Memória 7 – Trilhas Sonoras”, no programa Universidade Aberta à Terceira Idade e o professor que o ministrará nos conta um pouco sobre ele.

São Paulo (AUN - USP) - Dentro da programação do “Universidade Aberta à Terceira Idade”, na Faculdade de Educação da USP (FEUSP) será ministrado o Curso de Difusão “Música e Memória 7 – Trilhas Sonoras”, pelo professor Marcos Ferreira dos Santos. Ele conta que o “Música e Memória” já está em sua sétima versão e que ele mesmo foi quem deu os outros seis nos últimos anos do programa. As oficinas desse semestre acontecem uma vez por semana e têm início na segunda quinzena de março.

A idéia básica de todas as versões do “Música e Memória” é articular a memória pessoal de cada um com um contexto mais amplo.“A música é que detona essas lembranças pessoais e, em cima delas, eu vou arrastando as pessoas para aquele contexto histórico, as marcas, os eventos, para tentar reconstituir aquela paisagem”, conta o professor.

Ele ainda explica que nesse semestre usará trilhas sonoras dos grandes clássicos do cinema, mas que já usou outros temas como música latino-americana, música popular brasileira e o movimento seresteiro. Um determinado foco é sempre necessário para se poder fazer um recorte de repertórios, mas o movimento é sempre o mesmo: em função da música as pessoas lembram uma série de coisas das suas vidas e ao trazer essas lembranças se reconstitui um panorama histórico.

O professor conta que reserva parte das vagas desses cursos para alunos da graduação ou da pós, para torná-lo mais rico e para que os alunos troquem experiências: “é muito forte, muito significativo”, diz.

Por incrível que pareça, Marcos Ferreira dos Santos acha que lidar com o jovem é muito mais desafiador. Como ele trabalha com a questão da memória, dos símbolos e significados partilhados, uma memória já mais “antiga” ou sedimentada ajuda a articular e a explorar os sentidos das pessoas: “a música é uma maneira de você chegar na pessoa que ressoa dentro dela. Ela responde e compartilha todas essas coisas já vividas. Já quando eu entro numa classe da graduação, com um pessoal que acabou de sair do colégio e está ávido por descobrir novas coisas na universidade, eu não tenho o recurso da memória. Na graduação a minha função é um pouco inversa. Eu tenho a função de apresentar tudo sempre com um tom de novidade”.

O professor ainda explica que, com os jovens, tem que tornar tudo aquilo que pretende ensinar significativo e palpável e assim, sua alternativa com esse público é propor atividades – como oficinas de xilogravura, dança e pintura – para materializar essas reflexões, para que não fique tudo tão abstrato.

“Se eu não tenho como articular com aquela memória que já está lá, guardada há bastante tempo, tenho que criar memórias, porque aí sim eles não esquecem. Você pode falar quatro horas seguidas que entra por um ouvido e sai pelo outro, mas aquilo que fazem contigo, isso a gente não esquece. Isso entra na formação da pessoa”, diz.

A relação completa das atividades para o primeiro semestre de 2008 da Universidade Aberta à Terceira Idade está disponível no site www.usp.br/prc.

Curso de Difusão “Música e Memória 7 – Trilhas Sonoras”, informações e inscrições:
Seção de Apoio Acadêmico – Faculdade de Educação da USP
Avenida da Universidade, 308 – sala 19 – Bloco B – Cidade Universitária
Telefone: (11) 3091-3574
E-mail: apoioacad@fe.usp.br

Responsável: Prof. Dr. Marcos Ferreira dos Santos
Período: 12 de março a 18 de junho
Dia da semana e horário: quarta-feira, 14h às 17h40
Local: Seção de Apoio Acadêmico

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