ISSN 2359-5191

15/03/2000 - Ano: 33 - Edição Nº: 01 - Meio Ambiente - Instituto Oceanográfico
USP e Bertioga dão início ao projeto Cidades Saudáveis

São Paulo (AUN - USP) - A USP e a prefeitura do município de Bertioga, na Baixada Santista, iniciam em abril uma série de oficinas regionais nos bairros da cidade com o objetivo de levantar soluções para problemas importantes, como o favelamento e invasão de reservas florestais, o saneamento básico deficente e o turismo insipiente e subaproveitado. Esse levantamento faz parte do Projeto Bertioga Município Saudável, uma parceria com a USP que tem por objetivo implementar políticas públicas que visem à qualidade de vida da cidade. Professores da FAU, do Instituto Oceanográfico e da Faculdade de Turismo da ECA estão entre os membros da comissão interdisciplinar encarregada de assessorar e capacitar tecnicamente gestores municipais.

O movimento denominado Cidades Saudáveis surgiu na década de 70 em Toronto no Canadá. Desde então, vários países da América Latina e alguns de seus municípios têm buscado por em prática esta forma alternativa de gestão pública. Inicialmente, o projeto conta com o apoio da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) para a organização de seminários, oficinas e debates coordenados pela Faculdade de Saúde Pública da USP. Em um segundo momento, cabe à prefeitura da cidade buscar e otimizar os recursos financeiros que possibilitem a execução das propostas aprovadas.

Neste ano, Bertioga beneficiou-se da primeira parceria liderada pela USP. Em todo o Brasil, outros 13 municípios já participam do movimento Cidades Saudáveis com cooperação de outras universidades e instituições. Segundo Ana Maria Caricari, integrante de comissão da Faculdade de Saúde Pública, o fato de Bertioga ser um município bastante jovem torna a experiência do projeto ainda mais interessante. “Bertioga era um bairro da cidade de Santos e se tornou um município independente há apenas nove anos. A cidade conta hoje com desafios em praticamente todos os setores administrativos”, destaca Ana Maria.

Avalia-se, por exemplo, que a cidade de Bertioga, quando alcançar sua máxima capacidade de desenvolvimento urbano, ocupará apenas 15% de seu território, já que possui extensas áreas ocupadas por praias e pela Mata Atlântica que devem ser preservadas. Dentro dos limites do município habita também uma comunidade indígena, fato que levou a Fundação Nacional do Índio (Funai) a ser convidada para participar da comissão intersetorial do projeto.

Neste ano, novas reuniões estão sendo planejadas em Bertioga com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre a cidade e as necessidades específicas da população, possibilitando a definição dos primeiros planos e estratégias. Para tanto, além do trabalho técnico desempenhado pela USP, é indispensável boa vontade política e empenho coletivo que se estendam a longo prazo.

O projeto propicia à USP a oportunidade de realizar pesquisas de campo e contribuir para o ensino e a melhor formação dos integrantes de sua comissão, contando com total apoio da reitoria. A idéia é que a USP possa futuramente estabelecer novas parcerias com outros municípios que levem ao amplo estabelecimento do conceito de Cidades Saudáveis.

Leia também...
Agência Universitária de Notícias

ISSN 2359-5191

Universidade de São Paulo
Vice-Reitor: Vahan Agopyan
Escola de Comunicações e Artes
Departamento de Jornalismo e Editoração
Chefe Suplente: Ciro Marcondes Filho
Professores Responsáveis
Repórteres
Alunos do curso de Jornalismo da ECA/USP
Editora de Conteúdo
Web Designer
Contato: aun@usp.br